ÚLTIMAS
YPF e McDonald's firmam aliança estratégica na Argentina MSCI mantém Argentina na categoria mais baixa do ranking global até 2027 Adolescente de 15 anos detida nos Países Baixos pelo assassinato dos pais Chocado: Menino de 12 anos morre após assalto brutal em San Bernardo, no Chile Investigam femicídio da modelo Natalia Villalba em Bogotá Tragédia familiar na Argentina: quatro irmãs morrem em acidente e ex-marido falece 24 horas depois AdorniGate: Milei viaja à Espanha em meio a escândalo de enriquecimento de seu porta-voz Prefeitos de Neuquén apoiam megaprojeto de GNL com investimento de USD 20 bilhões Justiça argentina estabelece limites claros: a Inteligência Artificial não poderá substituir juízes Onda polar extrema: quarta-feira será o dia mais frio do ano com alertas em 15 províncias YPF e McDonald's firmam aliança estratégica na Argentina MSCI mantém Argentina na categoria mais baixa do ranking global até 2027 Adolescente de 15 anos detida nos Países Baixos pelo assassinato dos pais Chocado: Menino de 12 anos morre após assalto brutal em San Bernardo, no Chile Investigam femicídio da modelo Natalia Villalba em Bogotá Tragédia familiar na Argentina: quatro irmãs morrem em acidente e ex-marido falece 24 horas depois AdorniGate: Milei viaja à Espanha em meio a escândalo de enriquecimento de seu porta-voz Prefeitos de Neuquén apoiam megaprojeto de GNL com investimento de USD 20 bilhões Justiça argentina estabelece limites claros: a Inteligência Artificial não poderá substituir juízes Onda polar extrema: quarta-feira será o dia mais frio do ano com alertas em 15 províncias
Español English 中文 Português Français Italiano Deutsch العربية Русский اردو

Risco país sobe para 433 pontos e Wall Street pune ações argentinas em jornada negativa global

23/06/2026 22:38 - Economia

Uma jornada complicada para os ativos argentinos

O risco país da Argentina repuntou neste 23 de junho de 2026, fechando em 433 pontos básicos, um aumento de 12 unidades em relação ao fechamento anterior, quando havia marcado seu nível mais baixo em oito anos. Este movimento reflete a sensibilidade dos títulos argentinos diante de um contexto internacional adverso, marcado por vendas generalizadas nos principais mercados do mundo.

As ações argentinas que negociam em Wall Street foram as mais penalizadas: Edenor (empresa de energia elétrica) liderou as quedas com uma queda de 4,4%, seguida por Grupo Financiero Galicia (-3,7%), Macro (-3,4%) e Transportadora Gas del Sur (-3,4%). No mercado local, o índice S&P Merval (principal índice bolsário argentino) perdeu 0,9% em pesos e 2,5% em dólares medido pelo mecanismo "contado com liquidação".

💰 Dólares em máximos de 2026

Dólar blue: $1.505 (subiu e superou os $1.500 pela primeira vez desde janeiro). O "dólar blue" é o câmbio paralelo informal argentino, muito utilizado por turistas e como referência de mercado.

Dólar oficial: $1.490 no Banco Nación (subiu $10, máximo do ano). Este é o câmbio oficial regulado pelo governo.

Dólar MEP: $1.506,68 (subiu 1,5%). Mercado Eletrônico de Pagamentos, uma forma legal de adquirir dólares através de títulos.

Contado com liquidação: $1.553,35 (subiu 1,5%). Mecanismo que permite obter dólares mediante a compra e venda de ativos.

📈 O que é o risco país?

O risco país é um indicador que mede a probabilidade de um país não cumprir com suas obrigações financeiras. Calcula-se como a diferença entre a rentabilidade dos títulos desse país e os títulos de referência (geralmente dos Estados Unidos, considerados "livres de risco"). Um pontuação maior implica maior risco para os investidores. Argentina havia chegado a 425 pontos básicos, o nível mais baixo desde abril de 2018, mostrando melhora na percepção de risco pelos investidores internacionais.

🌍 Contexto internacional: vendaval nos mercados globais

A jornada foi negativa para os principais mercados do mundo. Em Estados Unidos, o índice tecnológico Nasdaq sofreu a maior queda com 3,3%, enquanto o S&P 500 recuou 1,5% e o Dow Jones baixou 0,1%. Na Ásia, a bolsa de Seul (índice Kospi) registrou uma queda impactante de 10%.

Segundo explicou um agente financeiro à Reuters, "temos uma terça-feira com quedas de preços lideradas por empresas tecnológicas que impactam Wall Street e isto arrasta o resto dos mercados". A expectativa dos investidores sobre uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve (Fed) – o banco central dos Estados Unidos – gerou incerteza e vendas massivas em todo o mundo.

📊 Os títulos argentinos resistem melhor

O operador financeiro Gustavo Ber destacou que os títulos argentinos "embora resistam melhor, também se apresentam negativos e ensaiam quedas médias de apenas 0,4% em suas cotações em dólares entre as principais referências".

Ber acrescentou que os operadores "monitoram os progressos no financiamento de bancos com garantias parciais de organismos ao ser interpretado como uma antessala para recuperar acesso aos mercados internacionais", o que poderia melhorar as perspectivas de financiamento externo do país sul-americano.

🇦🇷 Contexto para leitores estrangeiros

A Argentina é a terceira maior economia da América Latina e enfrenta desafios econômicos históricos relacionados à inflação e ao câmbio. O país possui um sistema de múltiplos tipos de câmbio devido a controles de capital implementados pelo governo.

O S&P Merval é o principal índice da Bolsa de Valores de Buenos Aires, composto pelas empresas mais importantes do país. Empresas como Edenor (distribuidora de energia), Grupo Financiero Galicia (banco) e Transportadora Gas del Sur (gasodutos) são referências do mercado argentino que também negociam em bolsas internacionais.

📋 Em resumo

A combinação de um contexto internacional adverso, expectativas de taxas mais altas nos Estados Unidos e correções nos mercados tecnológicos impactou negativamente nos ativos argentinos. No entanto, o risco país se mantém em níveis historicamente baixos para os padrões da Argentina, o que reflete certa confiança dos investidores na solvência do país.

Notícias de Hoje
A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga