29/06/2026 04:47 - Tecnologia
Segundo fontes próximas à missão, o Neil Gehrels Swift Observatory — conhecido simplesmente como Swift — estaria experimentando problemas que poderiam precipitar sua reentrada na atmosfera terrestre se não forem tomadas medidas urgentes.
A NASA teria ativado uma operação de emergência contra o relógio para estabilizar o satélite e evitar sua queda. O Swift orbita a aproximadamente 600 km de altitude, uma distância relativamente baixa para padrões espaciais, o que torna a situação ainda mais crítica.
Para quem não está familiarizado: a NASA (National Aeronautics and Space Administration) é a agência espacial dos Estados Unidos, equivalente ao INPE no Brasil, mas com recursos e alcance globais muito maiores.
O telescópio é dedicado ao estudo de explosões de raios gama (GRBs), os eventos mais energéticos do universo — capazes de liberar em segundos mais energia que o Sol emitirá durante toda sua existência!
Desde seu lançamento, detectou mais de 1.400 explosões de raios gama, revolucionando nossa compreensão destes fenômenos cósmicos misteriosos.
| Instrumento | Função |
|---|---|
| BAT (Burst Alert Telescope) | Detecta explosões de raios gama e alerta os outros instrumentos |
| XRT (X-Ray Telescope) | Observa a fase inicial de raios X das explosões |
| UVOT (UV/Optical Telescope) | Captura imagens em ultravioleta e luz visível |
O Swift tem sido fundamental para a astronomia moderna. Entre suas conquistas mais destacadas estão:
Perder este observatório significaria um golpe significativo para a comunidade astronômica internacional, incluindo pesquisadores brasileiros que utilizam seus dados.
Quando um satélite já não pode manter sua órbita, as agências espaciais podem planejar uma reentrada controlada. Isso implica manobrar o objeto para que caia em zonas remotas do oceano, minimizando o risco para a população. No entanto, se o satélite perder o controle, a reentrada seria não controlada, com incerteza sobre onde poderiam cair os destroços — um cenário que a NASA deseja evitar a todo custo.
O Brasil possui uma longa tradição na pesquisa espacial através do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e universidades que frequentemente colaboram com missões internacionais como esta. O Brasil também é signatário de tratados internacionais sobre responsabilidade por danos causados por objetos espaciais, o que torna este tipo de situação relevante inclusive do ponto de vista jurídico internacional.
Fontes consultadas:
Segundo informações de Infobae e reportagens de Diario Hoy. Informações adicionais sobre o observatório Swift verificadas nos arquivos da NASA.
Alfredo S. Quiroga