29/06/2026 09:26 - Sociales
A Asociación Gremial del Magisterio de Entre Ríos (AGMER) convocou oficialmente um novo paro (greve) de atividades para a quarta-feira, 1º de julho de 2026, acompanhado de uma mobilização rumo à cidade de Paraná. Esta cidade é a capital da província de Entre Ríos, um território importante situado na região litorânea da Argentina, fazendo fronteira com o Uruguai. A medida enquadra-se no plano de luta que o sindicato docente sustenta há mais de um mês.
A convocatória inclui trabalhadoras e trabalhadores docentes dos 17 departamentos da província, que se concentrarão na capital entrerriana para dar visibilidade às suas demandas perante a cidadania e as autoridades provinciais.
Os docentes exigem a urgente reabertura da discussão paritária. Na Argentina, as 'paritárias' são as negociações coletivas entre sindicatos, governo e empresários para definir salários. Os professores argumentam que os salários do setor continuam perdendo poder aquisitivo frente à inflação e é fundamental lograr uma recomposição salarial que recupere o poder de compra perdido.
O segundo eixo central do reclamo é a rejeição rotunda ao projeto de reforma do sistema previdenciário impulsionado pelo governo provincial. O sindicato sustenta que qualquer modificação do regime aposentatório dos trabalhadores da educação afetaria seus direitos adquiridos, garantindo a estabilidade financeira de seu futuro.
Se a medida de 1º de julho se concretizar, a AGMER terá realizado sete greves provinciais desde o início do ciclo letivo na Argentina (março). Isso demonstra a intensa mobilização social no país austral:
| Data | Tipo de medida |
|---|---|
| 2 de março | Greve de 24 horas (início do ciclo letivo) |
| 3 de março | Segunda greve consecutiva de 24 horas |
| 27 de março | Greve com marcha de tochas em Paraná |
| 23 de abril | Greve com mobilização multissetorial |
| 21 de maio | Greve provincial de 24 horas |
| 24 de junho | Greve provincial de 24 horas |
| 1º de julho | Greve com mobilização em Paraná (convocada) |
A convocatória responde às resoluções adotadas pelo Congresso Provincial da AGMER, que sessou no passado 29 de maio em Rosario del Tala, uma localidade no interior de Entre Ríos. Nesse encontro, os congressais aprovaram aprofundar o plano de luta e facultaram a Comissão Diretiva Central a implementar "todas as medidas de ação necessárias".
A AGMER também denunciou a falta de designação de pessoal substituto de zeladores e auxiliares de cozinha. Isso gera sobrecarga de tarefas para os trabalhadores que permanecem em funções e afeta o funcionamento cotidiano dos estabelecimentos educativos.
O sindicato alertou sobre o déficit de pessoal nos refeitórios escolares (conhecidos como 'comedores'), o que repercute na elaboração de cafés da manhã, almoços e lanches para os estudantes. Muitos alunos recebem 'marmitas frias que carecem do valor nutricional necessário', situação que se agrava durante a temporada invernal.
Fontes: Elonce.com | Análisis Digital
Alfredo S. Quiroga