16/07/2026 19:17 - Politica
No dia 16 de julho de 2026, o Senado argentino (a câmara alta do Congresso Nacional) realizou uma sessão para debater a Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada. O projeto, apoiado pelo governo, pretende alterar as regras sobre a posse de terras no país. A proposta sugere remover o limite de 15% de terras em mãos estrangeiras (estabelecido pela Lei 26.737) e extinguir o limite de 1000 hectares por proprietário estrangeiro. Atualmente, estima-se que 13 milhões de hectares na Argentina pertençam a estrangeiros, um tema sensível em um país de vasta extensão agrícola.
Durante as celebrações da histórica vitória da Argentina sobre a Inglaterra na Copa do Mundo de 2026, uma crise interna eclodiu no 'oficialismo' (termo usado na Argentina para se referir ao partido no poder) por meio de uma troca de mensagens no WhatsApp. A Vice-Presidente da Nação (e presidente do Senado) Victoria Villarruel e a Ministra da Segurança Patricia Bullrich protagonizaram uma discussão que revelou divergências dentro da coalizão governista sobre a aprovação desta lei.
Este debate democrático no Senado argentino oferece uma excelente oportunidade para discutir o futuro das políticas de terras no país, buscando um equilíbrio saudável entre a atração de investimentos internacionais e a proteção da soberania territorial.
O debate ocorre em uma semana crucial para a economia argentina. Para o dia 27 de julho de 2026, está prevista a visita da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. Além disso, o Senado também tem na agenda a votação de nomeações importantes, como a do juiz Víctor Pesino e candidatos para a Câmara Federal (Pablo Bertuzzi e Pablo Yadarola).
Após um recesso de duas semanas, espera-se um período legislativo intenso que incluirá a reforma do Banco Central e iniciativas de Inocência Fiscal, demonstrando um Congresso ativo e em pleno trabalho para o desenvolvimento do país.
Alfredo S. Quiroga