16/07/2026 03:21 - Actualidad
O dia 15 de julho de 2026 ficará gravado na memória de todos os argentinos. A Seleção Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 no Mercedes-Benz Stadium em Atlanta, garantindo vaga na grande final da Copa do Mundo 2026 contra a Espanha.
Para entender a magnitude deste evento para os argentinos, é preciso saber que o futebol é uma verdadeira religião no país. Embora a data passe para a história pela épica virada com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, a jornada também trouxe curiosidades no âmbito político e social. Apesar de o Governo nacional ter descartado oficialmente a concessão de um feriado administrativo (conhecido localmente como 'asueto'), a expectativa pelo jogo conseguiu o que os decretos não puderam: parar as atividades.
Segundo informou o portal BigBangNews, a Casa Rosada (sede do governo argentino, equivalente ao Palácio do Planalto no Brasil) amanheceu praticamente vazia na véspera do jogo. Embora a consigna oficial fosse continuar com as atividades, a realidade mostrou que grande parte do país, incluindo inúmeros funcionários públicos, priorizou o futebol.
O presidente Javier Milei, que havia rejeitado o pedido de um sindicato de funcionários públicos para declarar feriado nacional, viveu a emocionante vitória junto com a irmã, Karina Milei, a partir da residência oficial de Olivos, nos arredores de Buenos Aires.
Na Argentina, o país é dividido em províncias (estados). Diante da falta de um feriado nacional, várias províncias tomaram suas próprias medidas para que seus habitantes pudessem aproveitar o jogo. Em Mendoza, por exemplo, o comércio fechou as portas às 15h e o serviço de transporte público foi garantido. Em Bahía Blanca e outras cidades, o transporte urbano foi interrompido durante a partida.
O esforço do país para acompanhar a Seleção valeu a pena. A Argentina, atual campeã do mundo, deixará tudo em campo no próximo domingo em Nova Jersey, nos Estados Unidos, contra a Espanha, que vem de eliminar a França por 2 a 0. A ilusão de levantar novamente a taça está mais viva do que nunca.
Bares, restaurantes e lares de toda a Argentina se encheram de luz azul e branca. Na cidade de La Plata, segundo reportou o jornal El Día, os almoços foram apressados e os locais lotaram horas antes do apito inicial. O sentimento de união superou qualquer barreira administrativa, demonstrando que o futebol tem a capacidade única de reunir toda uma nação em torno de uma mesma paixão.
Alfredo S. Quiroga