13/07/2026 16:31 - Deportes
A poucos dias de um dos jogos mais aguardados do ano, o ex-presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, tornou-se o centro das atenções por declarações que geraram um intenso debate sobre racismo no esporte. A Copa do Mundo de 2026, realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, tem sido palco de grandes emoções, mas também de discussões extracampo.
Em uma coluna de opinião publicada no meio de comunicação El Debate, Rajoy afirmou que a Espanha enfrentaria a França em 14 de julho de 2026 e declarou que o rival teria 'um elenco de altíssimo nível. Isso sim, sem franceses'.
As palavras foram rapidamente repudiadas por diversas figuras políticas. O atual presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, respondeu ao seu predecessor destacando que a Espanha é um país para quem o ama e trabalha, enviando uma mensagem esperançadora: 'Que ganhe o melhor e que perca o racismo'.
Por sua vez, a ministra francesa encarregada da Luta contra as Discriminações, Aurore Bergé, criticou os 'reiterados deslizes racistas', enquanto o ministro do Interior da França, Laurent Nunez, considerou que, se a declaração fosse exata, seria 'absolutamente inaceitável'.
Diante da escalada da tensão, a própria Embaixada da França em Madri interveio para rebater tajantemente as palavras de Rajoy, lembrando que 'todos os jogadores da seleção francesa são franceses'.
Este episódio soma-se a uma série de incidentes discriminatórios que têm manchado o torneio. Dias atrás, a senadora paraguaia Celeste Amarilla publicou mensagens discriminatórias contra o capitão francês, Kylian Mbappé, após a eliminação do Paraguai nas oitavas de final (1-0 a favor da França). O presidente francês, Emmanuel Macron, e a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, haviam expressado sua rejeição a esses comentários.
Diante desses confrontos, de diversos setores busca-se que o futebol volte a ser um espaço de encontro. Como indicou a ministra Bergé, é o momento de que 'o esporte volte a ser esporte: um lugar onde somos julgados por nosso talento e não por nenhum outro critério'.
Fonte: Yahoo Noticias
Alfredo S. Quiroga