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Da Patagônia aos EUA: a jornada épica dos torcedores argentinos na Copa 2026

17/06/2026 07:27 - Deportes

Hinchas argentinos emocionados con banderas celestes y blancas en las calles de Kansas City celebrando el Mundial 2026

A paixão argentina cruza fronteiras

Chegou o dia tão esperado. Nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, a 'Scaloneta' se apresenta no Mundial 2026 com o mesmo sonho que mobilizou milhares de argentinos: ver a Argentina campeã do mundo mais uma vez. Desde o Alto Valle de Río Negro, uma região produtora de frutas na Patagônia, um grupo de bravos viajantes cruzou meio planeta para estar em Kansas City, uma das sedes oficiais do torneio, e vivenciar a estreia contra a Argélia diretamente das arquibancadas.

A história destes torcedores é a própria história do futebol argentino: sacrifício, paixão e amor incondicional pelas cores celeste e branca. Alguns percorreram mais de 10.000 quilômetros com escalas intermináveis, enquanto outros ficaram em suas cidades, mas torceram com a mesma intensidade à distância.

Agustín: o argentino que apareceu na TV aberta

Entre os milhares de argentinos que ocuparam Kansas City, um rosto familiar chamou a atenção. Agustín, um vizinho de General Roca, tornou-se protagonista involuntário ao aparecer em uma transmissão ao vivo do canal C5N nas imediações do estádio. Com uma bandeira celeste e branca nas mãos e um sorriso estampado no rosto, representou o fervor de um país inteiro.

Durante a entrevista, ele brincou com o jornalista sobre a odisseia que significou chegar até lá: "De Neuquén a Aeroparque, de lá a Ezeiza, depois Panamá, Costa Rica, Dallas e Kansas", relatou entre risos. Quando perguntado se tinha saído na 'Fiesta de la Manzana' (uma famosa festa regional da maçã) em fevereiro, respondeu com humor: "Mais ou menos".

Fiel às suas raízes do vale frutícola, Agustín também levou um presente especial para a viagem: "Trouxe umas maçãs e umas peras, para ver se trocamos", disse enquanto agitava uma bandeira com a inscrição "Messi" e o número 10. A referência à produção de frutas da região, conhecida como a capital da maçã, não passou despercebida.

Max Ortiz: o cientista que realizou seu sonho

Max Ortiz, um jovem cientista oriundo de Allen (outra cidade do vale) que atualmente desenvolve sua carreira nos Estados Unidos, também fará parte da história do mundial. Na prévia da estreia, publicou uma mensagem emocionante em suas redes sociais enquanto preparava sua bandeira.

"Colar letras em uma bandeira não pode te emocionar até as lágrimas... Procurem-na na estreia da Argentina no Mundial, porque estaremos representando minha gente linda. Sempre orgulhoso de levar pelo mundo a marca ARGENTINA e ALLENSE!"

Em contato com o jornal LM Cipolletti, Max contou os detalhes de sua localização: "Neste momento estou no avião indo para Kansas City, tenho 6 horas de voo. Vou estar na fila 10, atrás do gol. Muito emocionado, nos encontramos com argentinos. Não consegui dormir, é um sonho para um garoto de bairro como mim torcer pela Argentina no meu primeiro mundial".

Los Grutynos: o colorido de Río Negro

A paixão mundialista também teve representação desde a costa atlântica. Los Grutynos, um conhecido grupo artístico da região, voltou a aparecer na tela do canal TN (Todas las Noticias) mostrando toda sua alegria desde Las Grutas, um famoso balneário argentino.

O grupo compartilhou imagens ao vivo enquanto animava a Seleção junto a alunos e professores da Escola 184 de Las Grutas. Em suas redes publicaram: "Los Grutynos ao vivo por @todonoticias torcendo pela @afaseleccion na prévia do Mundial junto com a Escola 184 de Las Grutas, Río Negro. Vamos Argentina!".

Desde as praias patagônicas até Kansas City, a distância foi encurtada pela mesma paixão: a de torcer pela Seleção em sua primeira partida do Mundial.

O Club Cipolletti também tem seu representante

O futebol regional também marcou presença no Mundial. Através de uma publicação no Facebook, o Club Cipolletti (um dos clubes mais tradicionais da região) compartilhou a imagem de um jovem torcedor que usou a camisa albinegra durante um jogo da Copa do Mundo. A fotografia despertou o orgulho dos torcedores locais, que viram como as cores do clube também encontraram um lugar entre as arquibancadas mundialistas.

O clube é um dos mais importantes do futebol regional patagônico, e sua presença no Mundial reflete como o sentimento futebolístico argentino transcende as divisões e os clubes de origem.

Contexto da estreia argentina

A Argentina estreou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, às 22:00 (hora argentina) no Kansas City Stadium, um recinto com capacidade para 70.000 espectadores e recorde Guinness como o estádio mais barulhento do mundo. O rival foi a Argélia, em um jogo correspondente ao Grupo J, que também integra Áustria e Jordânia.

Lionel Scaloni confirmou a formação titular com: Emiliano Martínez no gol; Nahuel Molina, Cuti Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina na defesa; Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister no meio; Thiago Almada como meia-armador; e Lionel Messi e Lautaro Martínez no ataque.

Lionel Messi disputa seu sexto Mundial e joga sua partida número 200 com a Seleção. A Argentina chega como #1 no ranking FIFA com 1877,27 pontos e busca se tornar a terceira seleção a ganhar dois mundiais consecutivos, após Itália (1934-1938) e Brasil (1958-1962).

Um sonho compartilhado

Desde General Roca, Allen, Cipolletti e Las Grutas, os torcedores rionegrinos voltam a demonstrar que a paixão pela Seleção não conhece distâncias. Alguns percorreram milhares de quilômetros para chegar às sedes mundialistas; outros torceram desde suas cidades com a mesma intensidade. Todos compartilham o mesmo sonho: ver a Argentina começar com o pé direito e se sentir parte de uma história que une o país inteiro em um único grito: Vamos Argentina!

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