16/06/2026 19:52 - Tecnologia
Eyección de masa coronal solar emergiendo del Sol con tonos naranjas brillantes y plasma incandescente expulsándose hacia el espacio, vista desde un observatorio espacial
Pesquisadores conseguiram identificar padrões específicos na atmosfera do Sol que funcionam como sinais de alerta precoce antes que ocorram as violentas ejeições de massa coronal (CME, na sigla em inglês). Esta descoberta representa um avanço significativo na capacidade da humanidade de prever e se preparar para as tempestades solares.
As ejeições de massa coronal são enormes nuvens de plasma e campo magnético que o Sol expulsa para o espaço. Quando estas chegam à Terra, podem causar desde espetaculares auroras boreais até apagões massivos, danos a satélites e alterações nas comunicações de rádio e GPS.
Os cientistas descobriram que certas variações na coroa solar - a atmosfera externa do Sol - apresentam padrões reconhecíveis horas ou até dias antes de uma explosão maior. Estes sinais incluem:
O Sol tem ciclos de aproximadamente 11 anos de atividade. Durante os máximos solares, as tempestades são mais frequentes e intensas.
Evento Carrington (1859): A tempestade solar mais potente já registrada causou auroras visíveis até em zonas tropicais e falhas nos telégrafos.
1989: Uma tempestade deixou 6 milhões de pessoas sem eletricidade em Quebec, Canadá, durante 9 horas.
Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologia, as tempestades solares representam uma ameaça real e custosa. Conheça os setores mais vulneráveis:
| Setor | Risco principal | Consequência potencial |
|---|---|---|
| Satélites | Dano por partículas carregadas | Perda de comunicação GPS, meteorologia |
| Redes elétricas | Correntes induzidas geomagneticamente | Apagões massivos, dano a transformadores |
| Aviação | Radiação em rotas polares | Desvio de voos, riscos para passageiros |
| Telecomunicações | Interferência em sinais de rádio | Perda de conectividade |
Uma tempestade solar extrema poderia causar danos de valor de bilhões de dólares mundialmente se não houver preparação adequada. A possibilidade de antecipar estes eventos com horas ou dias de vantagem permitiria ativar protocolos de proteção.
Esta descoberta abre o caminho para desenvolver sistemas de alerta precoce espacial, similares aos que existem para furacões ou terremotos. Os observatórios solares como o Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA e o Solar Orbiter da ESA fornecem dados constantes que, combinados com estes novos indicadores, podem revolucionar a previsão do clima espacial.
A pesquisa continua avançando e os cientistas esperam que nos próximos anos se possa estabelecer um sistema de previsão operacional que permita a governos e empresas tomar medidas preventivas antes que uma tempestade solar impacte a Terra.
Fonte: Rosario3
Alfredo S. Quiroga