O Boletim Epidemiológico Nacional confirmou um novo caso de mpox em San Juan, o primeiro da província no ano. No âmbito nacional, foram detectados 4 novos contágios do clado Ib na última semana, totalizando 15 casos em 2026. O paciente evolui favoravelmente de forma ambulatorial.

O Boletim Epidemiológico Nacional (BEN) nº 821 confirmou um novo caso de mpox (também conhecida como varíola dos macacos) na província de San Juan, elevando para 15 o número de casos confirmados na Argentina durante 2026. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da Nação, que segue monitorando a situação em todo o território nacional.

O caso em San Juan

O paciente, cuja identidade não foi revelada, evolui favoravelmente de forma ambulatorial e não precisou de internação. As lesões cutâneas já foram completamente resolvidas. A orientação médica inclui isolamento domiciliar, medidas de desinfecção e a proibição de compartilhar objetos pessoais. As autoridades sanitárias já realizaram a investigação de contatos para acompanhamento preventivo.

O caso pertence ao clado Ib do vírus, tipificado pelo Laboratório Nacional de Referência ANLIS "Carlos G. Malbrán". O paciente não tinha histórico de vacinação contra a mpox, o que reforça a importância da imunização para grupos de risco.

Quatro novos casos nacionais

Na semana epidemiológica de 2 a 8 de agosto, foram registrados quatro novos casos: um em San Juan, dois na província de Buenos Aires e um em Córdoba. Dois desses pacientes tinham antecedentes de viagem para Alemanha e França, evidenciando a circulação internacional do vírus.

Distribuição dos casos em 2026 (SE 1 a 31)
  • Cidade de Buenos Aires: 8
  • Córdoba: 3
  • Província de Buenos Aires: 2
  • San Juan: 1
  • Río Negro: 1

Total: 15 casos

Perfil dos pacientes

Dos 15 casos, 14 são do sexo masculino e um feminino, com idades entre 21 e 50 anos. Nos casos com dados disponíveis, o principal antecedente epidemiológico foi relações sexuais entre homens (8 em cada 10 pessoas).

O que é a mpox e como se transmite

A mpox é uma doença viral transmitida de animais para humanos e entre pessoas por contato físico direto, pele com pele. O vírus pode entrar através de lesões na pele ou mucosas (olhos, nariz, boca) ou por vias respiratórias. O período de incubação é geralmente de 6 a 13 dias, podendo chegar a até 21 dias.

Sintomas principais

  • Febre ou sensação febril
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares e nas costas
  • Inchaço dos gânglios linfáticos
  • Cansaço ou fraqueza
  • Erupção cutânea (aparece 1 a 5 dias depois, com fases diferentes)

Uma pessoa pode transmitir o vírus enquanto tiver lesões até que as crostas caiam. A maioria dos pacientes se recupera sem internação em 14 a 21 dias, mas pode haver complicações em crianças e pessoas imunossuprimidas.

Contexto regional

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), no período de SE 1 a 26 foram registrados na região: EUA 677, Brasil 215, Chile 88, México 69, Colômbia 39, Canadá 35, Bolívia 16, Equador 7 e Peru 3.

O Ministério da Saúde da Argentina solicitou que as jurisdições mantenham vigilância epidemiológica sensível, detectem os casos precocemente, implementem medidas de isolamento e rastreamento de contatos, e coletem antecedentes de viagem ou contato com viajantes.

Em 2022, considerado ano epidêmico, foram notificados 1.024 casos na Argentina. Em 2023 foram 124, em 2024 107, e em 2025 157. O número atual de 15 casos em 2026 reflete uma vigilância contínua. A OMS havia declarado a emergência internacional por mpox em agosto de 2024.

Este caso em San Juan serve como alerta: a mpox não é uma ameaça distante, mas uma realidade próxima que exige prevenção e vacinação.