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10 medicamentos passam a ser vendidos sem receita na Argentina: facilidade de acesso e cuidado com a saúde

29/07/2026 09:38 - Salud

Avanço no acesso a tratamentos de baixa complexidade

Com o objetivo de facilitar o acesso da população a tratamentos para problemas menores, a Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT) – agência reguladora argentina equivalente à ANVISA no Brasil – publicou a Disposição 4714/2026 no Diário Oficial. A partir de 29 de julho de 2026, dez medicamentos que antes exigiam receita médica passam à condição de venda livre.

A medida baseia-se no fato de que esses princípios ativos foram comercializados sob receita por pelo menos cinco anos, demonstrando perfil de segurança e eficácia comprovado, sem relatos de eventos adversos graves. Além disso, a decisão conta com o respaldo de agências sanitárias internacionais de primeiro nível, como a FDA (EUA), EMA (Europa), ANVISA (Brasil) e INVIMA (Colômbia).

Quais são os medicamentos liberados?

A nova disposição abrange antialérgicos, antiespasmódicos, oftalmológicos e antiparasitários, entre outros. Os novos lotes deverão incluir um código QR com a bula e a legenda 'Venda Livre'.

Princípio AtivoConcentração / ApresentaçãoMarcas conhecidasUso principal
Trimebutina maleato100 mg (oral sólida)Miopropan, Biorgan 100Dor abdominal e problemas digestivos
Levocetirizina dicloridrato5 mg (oral sólida/líquida)Alergical, SupralerAntialérgico
Fexofenadina cloridrato60 mg / 120 mg (oral)Alertial, AlercasAnti-histamínico
Dimenidrinato50 mg (oral sólida)Dramamine, AgiraxEnjoo, náuseas e vômitos
Olopatadina cloridrato0,1 g/100 ml (oftálmica)Olopat, OloratanAlergias oculares
Nafazolina + FeniraminaOftálmicaRefenax colírioDescongestionante ocular
Carboximetilcisteína5% (xarope)MucoliticAntitussígeno expectorante
Cloreto de alumínio20% (loção tópica)Alumpak, DexalerginHiperidrose (excesso de suor)
Carbonato de cálcio/Arnica/Nitrato de prataPó oral tópicoBolus OligoplexCicatrizante e antisséptico
Ivermectina0,5% (loção tópica)Licend, IvercassTratamento de pediculose (piolhos)

Mudança com impacto no bolso

É importante destacar que, ao se tornarem de venda livre, esses medicamentos deixarão de contar com o desconto de 40% oferecido pelas obras sociales (planos de saúde públicos) e prepagas (planos de saúde privados) nas farmácias argentinas. Para o afiliado, isso significa assumir 100% do custo do produto. A medida busca desregular o mercado e agilizar a obtenção de fármacos de uso cotidiano, mas o usuário deverá avaliar a conveniência econômica conforme sua cobertura.

Apelo à responsabilidade e prevenção

Do setor profissional, a medida é vista com cautela. Segundo informaram meios locais, o presidente do Colégio de Farmacêuticos de General Pueyrredón, Mario Della Maggiora, advertiu que está se banalizando o uso do medicamento, lembrando que um medicamento inócuo simplesmente não é um medicamento. Por sua vez, Alejandra Gómez do Colfarma (Buenos Aires) e o Siprosa (Tucumán) pediram precaução diante da automedicação, especialmente em pacientes com patologias crônicas. Fontes consultadas destacam que o papel do farmacêutico e do médico continua fundamental para garantir um uso seguro e eficaz.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga