Colômbia: balanço de vítimas continua crescendo
A Unidade Nacional para a Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD) atualizou o balanço oficial do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026. A nove dias da tragédia, o número de mortos já é de 312 pessoas, com 4.611 feridos e 290 desaparecidos. Até o momento, 358 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
O que significa um terremoto de magnitude 7,4?
A escala de magnitude de momento (Mw) mede a energia liberada no hipocentro. Um sismo de 7,4 é classificado como forte e pode causar danos severos em áreas urbanas próximas ao epicentro. O epicentro foi localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, na região do Pacífico colombiano, uma área de alta sismicidade devido ao choque entre as placas de Nazca e Sud-Americana.
Impacto em números
- Mortos: 312 (306 identificados, 24 menores de idade)
- Feridos: 4.611
- Desaparecidos: 290
- Viviendas destruídas: 27.000
- Viviendas danificadas: 134.124
- Edifícios colapsados: 277
- Pessoas afetadas: 294.278
- Famílias afetadas: 143.470
O cenário da devastação
A infraestrutura da Colômbia sofreu impactos devastadores. Além das residências, 335 centros de saúde, 3.421 centros educativos e 4.028 centros comunitários foram danificados. A malha viária também colapsou: 432 vias, 97 aquedutos, 52 pontes veiculares e 13 pontes peatonais foram afetadas, e 5 aeroportos foram fechados por tempo indeterminado.
As cidades mais atingidas
Na cidade de Calli está o maior número de mortes: 144 óbitos. Em Pereira foram 107 vítimas fatais. Também houve registro de vítimas em Quibdó, Boaventura, Buga, Roldanillo e Manizales. Dos 312 falecidos, 306 foram identificados e seus corpos foram entregues às famílias, incluindo 24 menores de idade.
Busca incansável pelos desaparecidos
Equipes de resgate nacionais e internacionais continuam trabalhando nos escombros. A UNGRD destacou que 144 membros de equipes internacionais especializadas estão em ação, com uso de cães e geófonos. Até agora, foram recebidas mais de 220 toneladas de ajuda humanitária, incluindo contribuições da China (78 toneladas), Paraguai (52 toneladas) e outras nações.
A solidariedade argentina e a ajuda global
Entre as manifestações de apoio, a Argentina lançou a Operação Colômbia e enviou 32 integrantes do Exército Argentino com duas aeronaves: um Hércules C-130 e um Embraer RJ-140. O ministro da Defesa, Carlos Presti, supervisionou a partida da I Brigada Aérea de Palomar. O grupo transporta uma planta potabilizadora de água, uma cozinha de campanha, 4.000 rações e equipamentos de comunicação. A base de operações será em Quibdó, capital do Chocó, a região mais castigada.
Em nível internacional, a ONU liberou 30,5 milhões de dólares para assistência imediata. A União Europeia contribuiu com 2 milhões de euros e o Banco Mundial destinou 200 milhões de dólares para reconstrução de infraestrutura.
Reconstrução no longo prazo
O governo colombiano, liderado pelo presidente Abelardo de la Espina, estima que a reconstrução exigirá 9,5 bilhões de dólares. Estão priorizando moradia, saúde, educação e estradas. A UNGRD continua em alerta máximo e recebendo doações para minimizar os impactos sociais e econômicos da tragédia.
Enquanto o país viverá o luto, a esperança renasce nos 358 resgatados com vida e na mobilização mundial que fortalece a solidariedade humana.