O circuito de Zandvoort, na costa holandesa, foi palco de um final de semana de alta tensão na Fórmula 1, com chuva, acidente e decisões polêmicas. Este domingo, 23 de agosto de 2026, ficou marcado pela vitória de Lando Norris (McLaren) e pela remontada impressionante de Franco Colapinto, que apesar de duas penalidades seguidas, terminou em 14º lugar. Uma das histórias mais debatidas foi a conduta do piloto argentino sob bandeiras amarelas, situação que gerou duas sanções da FIA e muita discussão nos bastidores.
Largada conturbada e acidente de Verstappen
O dia começou com fortes chuvas em Zandvoort, deixando a pista escorregadia. A largada foi tensa: Norris seguiu forte da pole, enquanto Oscar Piastri e Fernando Alonso pressionavam. No terceiro giro, o acidente aconteceu: Max Verstappen perdeu o carro na entrada da curva 14, ao passar por uma área pintada de branco que estava especialmente molhada. Sua Red Bull quase ficou destruída e a bandeira vermelha interrompeu a prova logo no começo, permitindo que as equipes trocassem pneus e ajustassem a estratégia.
Essa interrupção foi decisiva para a tarde de Colapinto, que estava no pelotão intermediário e precisou de recuperação depois disso.

O circuito de Zandvoort, um dos traçados mais desafiadores da Fórmula 1, retornou ao calendário em 2021 após várias décadas.
Colapinto sob ataque: duas punições e muita polêmica
Após a relargada, Colapinto subiu para a décima colocação. No entanto, os comissários não deram trégua. Primeiro, aplicaram uma drive-through — uma passagem obrigatória pelo pit lane em velocidade controlada — por suposta infração sob bandeira amarela na volta de reentrada. O piloto caiu para o último lugar. Com enorme ímpeto, passou a recuperar, mas já nas voltas finais, os fiscais adicionaram a segunda punição: 10 segundos de tempo e 3 pontos em sua superlock. Por rádio, Colapinto foi contundente: “Não fizeciai nada!”.
Essa série de decisões deixou a equipe Alpine especialmente irritada. O piloto afirmou que as condições estavam limítes e que a leitura da telemetria deveria ser levada em conta.
Analise técnica reforça defesa
Lucas Corsino, conhecido especialista em telemetria da categoria, divulgou um estudo minucioso mostrando que a primeira punição foi “injusta”. Segundo ele, Colapinto ia pelo lado externo de Tsunoda, sem visão direta da bandeira amarela, em trecho com muita água. Ele começa a reduzir no mesmo ponto do japonês, mas foi obrigado a soltar o freio para evitar um toque. Exigir uma freada mais forte era fisicamente impossível, explica. O relatório foi comparado a outros casos e defendido a tese de que o piloto argentino foi tratado com rigor excessivo.
Os bastidores do rádio
Quando o engenheiro Stuart Barlow confirmou a primeira penalidade, Colapinto não acreditou: “Quê? Está sônia?” A frustração ficou evidente em cada mensagem. Depois, durante a recuperação, ele protagonizou um momento de humor quando as duplas Williams colidiram à frente, permitindo ele ganhar posições: “Ótima colaboração em equipe” — alfinetou. O áudio não tardou a viralizar e reforçou o clima de injustiça.
Classificação final do GP
| Pos. | Piloto | Equipe |
|---|---|---|
| 1 | Lando Norris | McLaren |
| 2 | Kimi Antonelli | Mercedes |
| 3 | George Russell | Mercedes |
| 4 | Lewis Hamilton | Ferrari |
| 5 | Charles Leclerc | Ferrari |
| 6 | Oscar Piastri | McLaren |
| 7 | Liam Lawson | Red Bull |
| 8 | Nico Hülkenberg | Audi |
| 9 | Fernando Alonso | Aston Martin |
| 10 | Pierre Gasly | Alpine |
Franco Colapinto terminou em 14º; Sergio Pérez terminou em 15º.
O francês Pierre Gasly, parceiro de Colapinto, utilizou as novas peças aerodinâmicas da Alpine, enquanto o argentino ainda não tinha essas peças no carro. O chefe executivo da equipe, Flavio Briatore, admitiu que a sanção foi “muito severa”, mas alertou que o novato precisa aprender com essas situações. Colapinto deve receber o pacote de atualizações no próximo Grande Prêmio da Itália, em Monza, programado para setembro.
Para mais detalhes, confira as fontes originais: Ámbito, Infobae e TN.