Em um acordo sem precedentes no setor de tecnologia, a Meta — a gigante responsável pelas redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp — aceitou pagar mais de US$ 16 bilhões a um grupo de estados americanos que a processou por promover adicção digital, especialmente entre menores de idade. A informação foi divulgada pelo jornal francês Le Monde em 26 de agosto de 2026.
Esta quantia recorde visa encerrar um série de processos movidos por dezenas de fiscais gerais de estado nos Estados Unidos. Eles acusam a Meta de usar designs manipulativos para maximizar o tempo de uso, com impactos na saúde mental de adolescentes e jovens adultos.
Por que as ações foram movidas?
Desde 2023, os representantes legais de diversos estados se uniram em uma força-tarefa para responsabilizar a Meta por supostamente violar leis de proteção ao consumidor. O processo alega que a empresa tinha conhecimento interno sobre os riscos de vício e não agiu para mitigar esses problemas, antecipando até mesmo o depoimento da ex-funcionária Frances Haugen, que em 2021 revelou que o Instagram era nocivo para os adolescentes.
Qual é o valor do pagamento?
- US$ 16 bilhões é o valor total acordado.
- Participaram da ação mais de 40 estados, segundo veículos de imprensa.
- O pagamento supera o valor anteriormente pago pela companhia: a multa de US$ 5 bilhões aplicada pela Comissão Federal de Comércio (FTC) em 2019 por violações de privacidade.
Contexto internacional: mais do que um caso isolado
Essa ação representa um marco na história da regulamentação de redes sociais e lembram os movimentos contra grandes indústrias, como o tabaco, décadas atrás. A Meta ainda enfrenta processos no mundo todo, e especialistas acreditam que este julgamento servirá de precedente para outros países.
Palavras-chave: Meta, Facebook, Instagram, adicção digital, indenização bilionária