10/07/2026 10:29 - Economia
A economia argentina continua mostrando sinais de recuperação e estabilidade. Segundo informações de meios financeiros, durante o feriado prolongado de 9 e 10 de julho de 2026, o risco país argentino conseguiu se situar em 404 pontos básicos, marcando seu nível mais baixo nos últimos oito anos, especificamente desde 2018.
Para entender a magnitude desta notícia, é importante definir alguns conceitos. O 9 de julho é uma data fundamental na Argentina, pois celebra o Dia da Independência do país (em 2026, completaram-se 210 anos). Já o risco país é um indicador que mede a probabilidade de um país não cumprir suas obrigações financeiras. Ele é calculado através da diferença entre o rendimento dos títulos de um país emergente (como a Argentina) e os títulos de um país considerado seguro (como os Estados Unidos). Quanto menor o risco país, maior é a confiança dos investidores estrangeiros e mais barato fica para o país pegar empréstimos.
Segundo fontes consultadas, no 9 de julho de 2026 esta queda para 404 pontos foi confirmada. Esse marco foi alcançado após o bem-sucedido pagamento de US$ 2,5 bilhões a credores privados em títulos Globais no 8 de julho, e a apresentação de um sólido plano financeiro 2026/2027.
O governo nacional apresentou um plano financeiro que contempla necessidades de US$ 19,2 bilhões para 2026 e US$ 24,9 bilhões para 2027. Embora o pagamento da dívida de 8 de julho tenha feito as reservas do Banco Central da República Argentina (BCRA) caírem para US$ 48,722 bilhões, essa saída de divisas já era esperada e foi coberta com um empréstimo de US$ 3,2 bilhões de bancos internacionais como BBVA, Santander e Deutsche Bank, garantidos pelo BID e pelo BIRF.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou este programa através de sua porta-voz, Julie Kozack, destacando a transparência e a diminuição da dominância fiscal. Além disso, o organismo projeta um crescimento de 3,5% para 2026 e de 4% para 2027, uma projeção que enche de otimismo o panorama em direção ao futuro.
404 pts.
Mais baixo desde 2018+3,5%
Crescimento econômicoPara mais detalhes, você pode consultar a informação em clarin.com.
Alfredo S. Quiroga