Cuidado com os 'milagres' para perder peso!
Um caso crítico reportado em 14 de setembro de 2026 coloca em evidência a periculosidade de fármacos não regulamentados.
A TGA (Administração de Produtos Terapêuticos da Austrália) — que funciona de forma semelhante à ANVISA no Brasil ou à FDA nos Estados Unidos — emitiu um aviso urgente após a hospitalização de um paciente que sofreu uma ruptura no esôfago. O motivo foram vômitos severos e incontroláveis provocados pelo uso de um produto falsificado que o paciente acreditava ser retatrutida, um fármaco experimental para a perda de peso.
A Enganação Química
Após analisar a amostra, a TGA determinou que o produto não continha retatrutida. Em seu lugar, continha semaglutida (um peptídeo utilizado para controlar a fome, base de medicamentos famosos como o Ozempic). O mais alarmante é que a concentração de semaglutida era aproximadamente oito vezes superior aos níveis permitidos em produtos aprovados legalmente.
O que é a Retatrutida?
A retatrutida é um fármaco experimental que ainda não foi aprovado pela TGA nem por outros reguladores internacionais. Portanto, sua venda ou prescrição é ilegal na Austrália. Apesar disso, é promovida em redes sociais e mercados negros sob nomes como "retatrutide", "Reta", "R-10" ou "R-20", geralmente em frascos sem etiqueta.
Riscos Associados a Peptídeos Clandestinos
| Risco Identificado | Possível Consequência |
|---|---|
| Composição Desconhecida | Reações químicas imprevisíveis |
| Falta de Esterilidade | Infecções graves no local da injeção |
| Doses Incorretas | Toxicidade aguda e falências orgânicas |
| Contaminantes/Toxinas | Reações anafiláticas (alergias graves) |
Antecedentes Preocupantes
Este não é um caso isolado. Em junho, o departamento de saúde de Victoria reportou seis casos de toxicidade hepática aguda vinculados a produtos etiquetados como retatrutida. O diretor médico chefe da Austrália já alertou sobre danos hepáticos, inflamações e reações alérgicas graves associadas ao uso de peptídeos não prescritos por profissionais.
Fonte original da informação: The Guardian Australia