Nova ameaça no hospital
Nadia Beller, advogada argentina que sobreviveu ao ataque a tiros na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, voltou a denunciar uma situação alarmante. Ela afirmou que um homem, já identificado nas câmeras de segurança do hotel Swiss-Hotel – de jaqueta amarela, jeans desgastado e tênis brancos – tentou entrar em seu quarto na Clínica Las Américas quando ela ainda estava internada. O homem se passou por policial, sem uniforme, e quando foi questionado pela equipe médica, disse que trocaria de roupa e nunca mais voltou.
Em um desabafo chamado “¿Cabe alguma dúvida de que isso foi um crime de Estado?”, Beller exigiu que as autoridades expliquem quem era essa pessoa. Até agora, disse ela, não houve resposta do Comando Geral da Polícia nem do Ministério do Governo. Ela destacou que a invasão do hospital representava uma nova tentativa de atentado contra sua vida.
Investigação do atentado
O ataque original aconteceu quando Beller era esperada para encontrar um suposto informante. No momento, ela estava grávida de quatro semanas, como o boletim médico mostrou.
Agora, novos suspeitos apareceram: um homem identificado como Róger A. C. foi preso por ter fornecido a arma usada no crime. Além disso, um cidadão colombiano se entregou voluntariamente depois que descobriu que estava sendo procurado, negando ser o “atirador”. A polícia também segue investigando a participação de Fernando Cerimedo, que permanece preso preventivamente por 180 dias no presídio de Palmasola, acusado de ser o mandante.
Cerimedo é ex-assessor do presidente da Argentina, Javier Milei, o que gerou um enorme mal-estar diplomático com o governo boliviano. O caso tem sido chamado de “crime de Estado” pela própria vítima.
Detalhes do episódio
- Homem tentou acesso à clínica de manhã.
- Vídeos do hotel mostram roupa característica.
- Beller ficou sem escolta após alta.
- Ato convocado em frente à embaixada.
Falhas na custódia
Depois do hospital, Beller apresentou outra denúncia sobre a escolta policial. Ela afirma que os policiais encarregados de proteger a sua família permitiram que ela fosse seguida e até expuseram o endereço da sua residência. Ela acredita que isso configurou mais um risco para a segurança, numa situação de vulnerabilidade que se prolonga.
A vítima e a sua equipe pedem às autoridades bolivlianas que identifiquem rapidamente o homem da jaqueta amarela e expliquem a tentativa de acesso à clínica. As autoridades locais, por enquanto, não se manifestaram sobre o novo incidente.