Em 11 de agosto de 2026, o Teatro Liceo vestiu-se de gala para o lançamento do livro de Carlos Rottemberg. Mirtha Legrand liderou uma noite repleta de estrelas e homenagens, destacando o apoio inestimável do produtor após a morte de seu marido, Daniel Tinayre.

Uma noite de estrelas no Teatro Liceo

Conforme relatado pelas fontes, o dia 11 de agosto de 2026 ficaria marcado como uma jornada inesquecível para a cultura argentina. O histórico Teatro Liceo, localizado em Buenos Aires, abriu suas portas não para uma peça tradicional, mas para celebrar meio século de paixão pelos palcos. O protagonista da noite foi o produtor e empresário teatral Carlos Rottemberg, que apresentaria seu novo livro: Pasen y lean. 50 años de teatrista y algo más, publicado pela Editorial Losada.

Contexto para estrangeiros

Mirtha Legrand (conhecida carinhosamente como 'La Chiquita') é uma lenda viva da televisão e do cinema argentino, com uma carreira que ultrapassa as sete décadas. Carlos Rottemberg é um dos produtores teatrais mais influentes do país. A Calle Corrientes, mencionada no contexto do teatro comercial, é o equivalente portenho à Broadway de Nova York, o coração dos espetáculos na Argentina.

A emoção do camarote: as palavras de Mirtha Legrand

A grande convidada da noite foi Mirtha Legrand, que chegaria pouco antes das 18h30 acompanhada por seu amigo Héctor Vidal Rivas. De um dos camarotes do teatro, a apresentadora dedicaria uma mensagem sincera a seu amigo de longa data, lembrando o apoio inestimável que Rottemberg lhe dera após a morte de seu marido, o diretor Daniel Tinayre.

Levo-o no fundo do meu coração, porque foi o homem que esteve ao meu lado quando perdi meu companheiro. Sempre esteve ao meu lado. Nunca te esquecerei. Estarei agradecida até o fim dos meus dias.

Mirtha Legrand

A diva também relembrou as saídas de sábado e a relação próxima que o produtor mantinha com Tinayre, com quem conversava por telefone durante horas.

Um livro que revela os bastidores do 'teatro industrial'

A obra literaria não seria uma autobiografia complacente. Rottemberg explicou que se trata de uma visão pessoal e sem formalidades de dentro da profissão. O livro aborda conflitos, problemas do setor e o lado menos glamouroso do circuito comercial da Calle Corrientes, um conceito que o autor define como teatro industrial.

Dados impressionantes de sua trajetória
  • 50 anos de carreira ininterrupta.
  • Mais de 1018 obras produzidas.
  • Mais de 20 milhões de ingressos vendidos.
  • O 70% das produções costumam ser fracassos comerciais, uma realidade que o autor não evita.

O legado de Luis Brandoni nas primeiras páginas

Um dos momentos mais emocionantes da obra é o prólogo escrito pelo inesquecível ator Luis Brandoni (outro ícone do cinema e teatro argentino), que faleceria em 20 de abril de 2026. Brandoni leu o texto por telefone para Rottemberg em 3 de abril, apenas dias antes de sua morte. A pedido do produtor, a editora reabriu a edição para incluir uma carta aberta de despedida ao seu amigo, transformando o prólogo em uma homenagem póstuma emocionante.

Humor, reconhecimento e figuras do espetáculo

A apresentação teria sido moderada pelos jornalistas Any Ventura e Pablo Sirvén. A sala encheu-se de rostos conhecidos do show business argentino, como Graciela Borges, Adrián Suar, Guillermo Francella, José María Listorti e Sebastián Blutrach (presidente da AADET - Associação de Empresários de Teatros). Fiel ao seu estilo, Rottemberg arrancaria aplausos e risadas ao anunciar: Vou presenteá-los a todos com um livro porque é mais barato do que os canapés.

Além disso, a noite contaria com um reconhecimento oficial: o empresario receberia uma distinção por votação unânime do Senado da Nação, entregue por Wado de Pedro e Maximiliano Abad. Um fecho de ouro para uma noite dedicada à cultura e à amizade.

Fontes: Infobae, La Nación, La Capital Mar del Plata, La Prensa.