Em 7 de agosto de 2026, Abelardo de la Espriella tomou posse como presidente da Colômbia, prometendo linha dura contra o narcotráfico e redução do Estado. Em paralelo, a administração Trump anunciou um pacote de ajuda de 1 bilhão de dólares para apoiar esses objetivos.

Uma nova era para a Colômbia: a posse de Abelardo de la Espriella

Informações baseadas em relatos do The Guardian sobre a posse presidencial.

O discurso inaugural em Cali

Segundo diversos meios de comunicação internacionais, em 7 de agosto de 2026, Abelardo de la Espriella (48 anos) teria jurado como presidente da Colômbia, sucedendo Gustavo Petro em um mandato que se estenderia até 2030. A cerimônia, que contou com um impressionante esquema de segurança de 11.000 efetivos devido a um alerta terrorista, teria sido realizada na Base Militar Batalhão Pichincha, em Cali.

Em seu discurso de 75 minutos, De la Espriella enviou uma mensagem contundente: “Chegou o momento de restaurar a ordem, a autoridade e a liberdade”. O novo mandatário teria prometido uma “transformação profunda” do destino do país, descartando totalmente o diálogo com grupos armados e prometendo mão dura contra as aproximadamente 25.000 pessoas que integram organizações criminosas como dissidentes das FARC, o Clã do Golfo e o ELN.

Contexto regional: A posse de De la Espriella reforçaria a onda conservadora na América Latina. O evento contou com a presença do rei Felipe VI da Espanha, do presidente da Argentina Javier Milei (que recebeu um Doutorado Honoris Causa e se reuniu com o chanceler israelense Gideon Sa'ar), Daniel Noboa (Equador), José Antonio Kast (Chile), Santiago Peña (Paraguai) e Gianni Infantino, presidente da FIFA.

O apoio multimilionário dos Estados Unidos

Paralelamente à posse, o Departamento de Estado dos EUA teria anunciado que a administração de Donald Trump planeja fornecer 1 bilhão de dólares em assistência de segurança. Este pacote buscaria apoiar os objetivos compartilhados de combater o crime organizado e a imigração ilegal. A delegação americana foi chefiada pelo procurador-geral em exercício, Todd Blanche.

Em um de seus primeiros atos, De la Espriella confirmou que a Colômbia se uniria ao programa “Escudo das Américas” fundado por Trump. Além disso, teria anunciado sua intenção de retomar relações com Israel e romper laços com Cuba e Nicarágua.

Políticas internas: Estado reduzido e luta contra as drogas

O novo presidente teria prometido reduzir o tamanho do Estado em 40%, baixar impostos e retomar os contratos de hidrocarbonetos. Para combater o narcotráfico — sendo a Colômbia o maior produtor mundial de cocaína —, planeja-se utilizar glifosato por meio de pulverizações aéreas para erradicar as plantações ilícitas, garantindo que não afetem a saúde humana nem o meio ambiente.

O cenário político

De la Espriella assumiria com minoria no Congresso, o que poderia obrigá-lo a governar por decreto em certas áreas ou negociar suas propostas. Sua vitória eleitoral em junho foi apertadíssima, superando por pouco mais de 250.000 votos o senador de esquerda Iván Cepeda.

Rejeição do ex-presidente Petro

O ex-presidente Gustavo Petro ainda não teria reconhecido a vitória de De la Espriella, denunciando irregularidades sem apresentar provas. Por sua vez, Cepeda liderou uma marcha em Barranquilla no dia da posse, convocando à “desobediência civil pacífica”.

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